domingo, 1 de junho de 2025

Lucas Lucco, Porsches e o Falso Advogado: A Fraude de R$ 5 Milhões que Chacoalha Goiânia!

Lucas Lucco e Eliel Levistone
Celebridade envolvida, carros de luxo, documentos falsificados e um “doutor” que nem advogado é: os bastidores do escândalo que escancara o submundo das relações de poder na elite goiana

Por Cleuber Carlos – Investigação exclusiva

O cantor sertanejo Lucas Lucco, conhecido por sua trajetória de sucesso na música romântica, agora se vê no centro de um escândalo policial que vai além de uma simples negociação de veículos de luxo. Documentos obtidos com exclusividade pelo blog Cleuber Carlos, somados ao depoimento prestado pelo artista e à impugnação feita pela defesa de Eliel Levistone, escancaram um suposto esquema envolvendo fraude documental, falsidade ideológica e estelionato — com prejuízos estimados em mais de R$ 5 milhões.

A negociação que virou caso de polícia


O caso teve início com uma transação de alto valor envolvendo dois veículos Porsche Panamera, de propriedade de Lucas Lucco, oferecidos em troca de uma Porsche GT4 Cayman. Segundo a acusação, os carros apresentados pelo cantor estavam com bloqueios financeiros e dívidas ocultas, o que teria sido omitido de propósito durante a negociação com o empresário Rogério e com Eliel Levistone, que se apresentava como intermediador.

Contudo, o que parecia ser uma venda entre empresários virou um novelo de acusações, denúncias cruzadas e desmentidos.

O papel de Eliel Levistone e as “relações perigosas”



Segundo o depoimento de Lucas Lucco, Eliel seria um “falso advogado” que utilizava armas de fogo, vestia-se com trajes formais e se apresentava como membro do Ministério Público. O objetivo: intimidar interlocutores e dar aparência de legalidade às suas ações.

Porém, a defesa de Eliel — assinada por David Levistone da Silva e Souza, seu pai e advogado — rebate duramente essas alegações e acusa o cantor de alterar a verdade dos fatos. Em manifestação escrita, Eliel afirma que Lucas sempre teve conhecimento da situação dos veículos, inclusive omitindo dívidas relevantes no momento da permuta. Mais do que isso: acusa o cantor de usar sua fama e imagem pública como fachada para obter vantagens indevidas e manipular negociações.

O documento revela que Eliel seria, na verdade, “vítima” do cantor, afirmando que bancou marketing, vídeos, personalização de carros e até tráfego pago nas redes sociais de Lucas, acumulando um prejuízo de mais de R$ 120 mil. A defesa também acusa Lucas e seu pai de terem vendido a Porsche GT4 sem autorização, mesmo sem concluir o pagamento.

Influência e intimidação: o uso do sobrenome “Levistone”


O nome Levistone, carregado de simbolismo jurídico em Goiás, também levanta suspeitas. Conforme alegado na impugnação, Eliel se beneficiaria da influência do pai (advogado renomado) e da avó (possivelmente com vínculos institucionais) para pressionar delegados e evitar a abertura de inquéritos — um possível caso de tráfico de influência e obstrução da justiça.

O próprio delegado Manoel Borges, que conduz a investigação, teria sido alvo de pressão e intimidação. Segundo relatos extraoficiais, há fortes indícios de tentativa de barrar o avanço da apuração por meio de articulações judiciais respaldadas pela estrutura familiar de Eliel.

Contradições, documentos e vídeos

O vídeo encaminhado à Polícia Civil mostra Lucas Lucco tentando se justificar quanto à posse dos veículos e à alegada ausência de intenção dolosa. No entanto, a impugnação aponta que o cantor teria sim assinado o contrato de permuta — o qual foi enviado por seu pai — e inclusive participado ativamente das tratativas com Rogério e Eliel. Mensagens resgatadas mostram Lucas afirmando que os veículos estavam “lisos”, ou seja, livres para transferência, o que não era verdade.

Além disso, a defesa de Eliel mostra que o contrato de distrato apresentado jamais foi assinado por Lucas e que, mesmo assim, foi considerado válido judicialmente para recuperar o veículo na Justiça goiana — o que reforça a tese de que houve uso estratégico da estrutura judicial para benefício próprio.

O silêncio que grita

Enquanto o escândalo se alastra nos bastidores da polícia e da Justiça, Lucas Lucco permanece em silêncio nas redes sociais. Sem explicações públicas, o artista ainda não respondeu aos questionamentos levantados, tampouco esclareceu a acusação de vender veículos com pendências judiciais e ocultar informações cruciais em negociações milionárias.

Justiça em xeque?

A tentativa de evitar a abertura de inquérito, segundo a defesa de Eliel, estaria amparada no artigo 40 do Código de Processo Penal, alegando que a matéria já tramita em juízos cíveis e não poderia ser reaberta pela polícia goiana. No entanto, o delegado responsável parece não ter acatado essa argumentação, o que pode gerar um novo embate jurídico sobre a competência da investigação e o alcance da influência da família Levistone no sistema judiciário de Goiás.


Conclusão: entre a fama e a farsa

A trama que envolve Lucas Lucco, Eliel Levistone e empresários do ramo automotivo escancara os bastidores obscuros onde celebridade, vaidade, poder e dinheiro colidem. Se de um lado temos um cantor idolatrado tentando se desvencilhar de um escândalo, do outro, um “empresário” que transita com desenvoltura entre autoridades, juízes e policiais — e que parece ter aprendido como dobrar as regras a seu favor.

A investigação continua, mas uma coisa já está clara: a verdade, neste caso, vale mais do que qualquer Porsche.

O Blog do Cleuber Carlos vai acompanhar em detalhes este caso, até o desfecho do mesmo, abrindo espaço paras as partes citadas que queira se manifestar e buscando esclarecer os fatos e sempre que necessário questionando quem quer seja, cantor, advogado, empresário, delegado, juiz, promotor, desembargador.

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