quarta-feira, 4 de novembro de 2026

ISSY QUINAN GANHA FORÇA NA DISPUTA PELA PRESIDÊNCIA DA ALEGO E ENTRA NO DEBATE SOBRE A SUCESSÃO DE DANIEL VILELA

Apoio de deputados do PL amplia articulação política. A conquista do comando da Assembleia Legislativa poderá colocar o parlamentar em posição estratégica no cenário da sucessão estadual de 2030.

A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) começa a ganhar uma dimensão que ultrapassa os limites do Poder Legislativo. No centro das articulações está o deputado estadual Issy Quinan, que, segundo informações recebidas pelo Blog do Cleuber Carlos, acaba de conquistar o apoio de parlamentares do Partido Liberal (PL).

O movimento representa uma ampliação de sua base de sustentação política e acrescenta um elemento importante à disputa pelo comando do Legislativo goiano.

Quinan também conta, conforme informações de bastidores, com a confiança política do governador Daniel Vilela. Reconhecido nos meios políticos por sua capacidade de diálogo e articulação, o deputado trabalha na construção de uma composição que ultrapassa as fronteiras partidárias.

Mas existe uma questão ainda maior por trás dessa movimentação: a presidência da Alego poderá funcionar como plataforma de projeção política para a sucessão de Daniel Vilela no governo de Goiás.

A presidência da Alego como caminho para 2030

O cenário político ganha relevância diante de uma circunstância constitucional: Daniel Vilela, reeleito governador em outubro de 2026, não poderá disputar uma nova reeleição consecutiva em 2030.

Isso significa que a base governista precisará construir uma nova liderança para disputar a sucessão estadual.

É nesse contexto que a eventual eleição de Issy Quinan para a presidência da Assembleia assume importância estratégica.

O comando do Legislativo proporciona interlocução permanente com os 41 deputados estaduais, participação nas grandes negociações políticas e visibilidade institucional. São condições que podem contribuir para a construção de uma candidatura ao governo, embora não representem garantia de indicação partidária ou vitória eleitoral.

A proximidade com Daniel Vilela acrescenta outra dimensão a essa possibilidade. Uma eventual candidatura de Quinan em 2030 dependeria, entre outros fatores, da continuidade dessa relação, da composição da base governista e da disposição do próprio parlamentar.

Apoio do PL demonstra capacidade de articulação

A movimentação mais recente ocorreu nesta terça-feira, 3 de novembro, quando Coronel Urzêda e Marquinho do Gayer, ambos do PL, anunciaram apoio a Issy Quinan.

Com a adesão anterior de Amauri Ribeiro, o emedebista passou a reunir três dos cinco integrantes da futura bancada liberal.

A informação foi divulgada pela coluna Giro, de O Popular. O Popular +1

O movimento chama atenção porque o PL possui identidade partidária distinta do MDB, demonstrando que a articulação pela presidência da Assembleia não está limitada aos aliados tradicionais do governador.

Nesta quarta-feira, 4 de novembro, levantamento divulgado pelo Jornal Hora Extra aponta que Quinan já reúne 21 apoios entre os 41 deputados da próxima legislatura. A contagem ainda depende da confirmação dos compromissos no momento da votação. Jornal Hora Extra +1

Uma disputa que vai além de 2027

A eleição para presidente da Alego também envolve outros parlamentares. Lissauer Vieira mantém a intenção de disputar o cargo, enquanto um grupo de deputados trabalha na construção de uma candidatura alternativa. O Popular +1

Por isso, seria prematuro considerar a eleição definida.

Entretanto, há uma leitura política que merece atenção: quem conquistar a presidência da Assembleia em 2027 poderá participar diretamente da reorganização das forças políticas que disputarão o governo de Goiás em 2030.

No caso de Issy Quinan, essa perspectiva ganha significado pela combinação de três fatores: sua proximidade com Daniel Vilela, a capacidade de reunir apoios de diferentes partidos e a possibilidade de assumir uma das posições institucionais mais relevantes do Estado.

O próprio deputado ainda não anunciou qualquer projeto de candidatura ao governo em 2030. Também não existe definição oficial do MDB sobre a sucessão de Daniel Vilela.

A questão, portanto, permanece aberta.

Para Issy Quinan, a eleição da Assembleia poderá representar muito mais que a conquista de um cargo: poderá ser o início de uma nova etapa de projeção estadual, colocando seu nome no centro das futuras discussões sobre a sucessão do Palácio das Esmeraldas.

Blog do Cleuber Carlos — Análise política | 4 de novembro de 2026


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