
Enquanto trabalhadores relatam redução drástica do lanche dentro da cooperativa, cartão corporativo em poder do presidente Sérgio Penido registra despesas em restaurantes, churrascarias, peixarias, docerias e outros estabelecimentos.
De um lado, funcionários com o lanche reduzido. Do outro, despesas de alimentação no cartão corporativo utilizado pela Presidência.
É esse contraste que está provocando revolta nos bastidores da Complem após a divulgação dos gastos revelados pelo Blog do Cleuber Carlos.
Os registros analisados pelo Blog mostram utilização do cartão em diferentes estabelecimentos, como restaurantes, churrascarias, peixarias, chocolaterias e docerias. Entre os nomes que aparecem estão Coco Bambu, Chácara do Paim, Chacrinha do Paim e Richesse, conhecida por doces, bolos e confeitaria.
A repercussão aumentou depois que funcionários procuraram o Blog para esclarecer que o lanche não foi completamente cortado, mas sofreu uma redução significativa.
Segundo os relatos, anteriormente eram oferecidos dois tipos de pão, requeijão, manteiga, pão de queijo, café e leite com achocolatado. No período da tarde, havia suco no lugar do leite. Após a mudança, o lanche teria sido limitado a um pão por funcionário, manteiga, café e leite.
E é justamente aí que nasce a indignação.
Se a justificativa para diminuir a alimentação cotidiana dos trabalhadores foi economia, eles querem saber qual critério permite restringir o lanche de quem trabalha e, simultaneamente, manter despesas de alimentação no cartão corporativo da Presidência.
O ponto central não é apenas onde o presidente comeu. É saber quem pagou, por que pagou e qual interesse institucional justificou cada despesa.
Ter cartão corporativo não significa autorização irrestrita para gastos. A questão é verificar se cada pagamento possui finalidade relacionada às atividades da cooperativa, documentação, justificativa e prestação de contas.
O Blog buscará manifestação da Complem sobre a redução do lanche e a finalidade de cada despesa registrada.
Porque a pergunta que agora circula entre os funcionários continua a mesma:
economia para quem?
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