quarta-feira, 9 de setembro de 2026

CARTÃO CORPORATIVO DA COMPLEM FOI USADO EM HOTEL DE LAZER DE RIO QUENTE: DESPESA CHEGOU A R$ 1.761

DINHEIRO DA COOPERATIVA | Despesa no Park Veredas foi atribuída à Diretoria Comercial, comandada por Antônio José da Silva. Planilha não revela beneficiário, finalidade nem apresenta prestação de contas.

Uma despesa de R$ 1.761,00 no Park Veredas, empreendimento de hospedagem e lazer em Rio Quente, acende um novo alerta sobre o uso dos cartões corporativos da Complem.

O lançamento aparece na prestação de contas com data contábil de 1º de março de 2023 e foi debitado ao centro de custo “01.02.02 — Diretor Comercial”. Na época, a área era comandada por Antônio José da Silva, que atualmente acumula os cargos de primeiro vice-presidente e diretor comercial da cooperativa.

O Park Veredas não é apenas um restaurante. É um complexo voltado a hospedagem e lazer, com apartamentos, piscinas, estrutura aquática, sauna, academia, bar e restaurante.

Apesar disso, a Complem classificou os R$ 1.761 como despesa do “Programa de Alimentação, Lanches e Refeições”.

A pergunta é inevitável: por que um gasto realizado em um hotel de lazer foi contabilizado como alimentação?

A planilha não informa quem esteve no local, quantas pessoas foram beneficiadas, qual compromisso institucional justificou a despesa nem se o valor corresponde a hospedagem, alimentação, acesso à área de lazer ou outro serviço.

Também não apresenta nota fiscal, comprovante da transação, relatório de viagem ou autorização para o pagamento.

O documento permite afirmar que o gasto foi atribuído ao cartão corporativo da Diretoria Comercial. Entretanto, sem a fatura original, ainda não é possível confirmar quem passou pessoalmente o cartão.

É justamente essa documentação que a direção da Complem precisa apresentar.

Quem utilizou o Park Veredas? Houve hospedagem? Quem acompanhava o portador do cartão? Qual negócio da cooperativa foi tratado no local? Onde estão a nota fiscal e a prestação de contas?

Cartão corporativo não é passaporte para o lazer. Cada centavo gasto pertence à cooperativa e exige finalidade institucional, transparência e comprovação.

Até que os documentos apareçam, permanece uma pergunta incômoda:

o que a Complem pagou no Park Veredas — e para quem?


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