segunda-feira, 31 de agosto de 2026

COMPLEM FECHA 2025 COM R$ 290 MILHÕES EM EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS

ENDIVIDAMENTO EM ALTA | Balanço da cooperativa mostra avanço forte da dívida bancária, aumento do passivo de curto prazo e gasto de R$ 33,6 milhões apenas com juros em 2025.

O balanço de 2025 da Complem revela um dado que chama atenção: a cooperativa encerrou o exercício com R$ 290,2 milhões em empréstimos e financiamentos.

Desse total, R$ 187 milhões venciam no curto prazo e outros R$ 103,1 milhões no longo prazo

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O crescimento da dívida foi expressivo. Em 2024, os empréstimos e financiamentos de curto prazo somavam R$ 139,7 milhões. Em 2025, passaram para R$ 187 milhões — aumento de aproximadamente R$ 47 milhões em apenas um ano.

Entre os principais credores aparecem Banco do Brasil, Itaú, Unicred, Caixa Econômica Federal, Sicoob e Engecred. Só a dívida com a Unicred chegava a R$ 70,9 milhões e com a Caixa, R$ 75,1 milhões

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O efeito desse endividamento aparece diretamente nas despesas. Em 2025, a Complem registrou R$ 33,6 milhões somente em juros de empréstimos e financiamentos. Com tarifas bancárias, IOF e outros encargos, as despesas financeiras e correlatas chegaram a R$ 44,9 milhões

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A própria análise econômico-financeira da cooperativa mostra que 69,79% do ativo estava financiado por capital de terceiros, contra 67,25% em 2024. A liquidez corrente caiu de 1,66 para 1,48 e a liquidez geral recuou para 1,25. 

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Outro dado importante está no fluxo de caixa: em 2025, a Complem captou R$ 41,7 milhões em novos empréstimos de longo prazo e leasing. O caixa final subiu para R$ 76,3 milhões, mas grande parte desse avanço veio justamente das atividades de financiamento. 

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Ao mesmo tempo, o passivo circulante saltou de R$ 257,6 milhões para R$ 322,1 milhões, enquanto o patrimônio líquido avançou apenas de R$ 191,7 milhões para R$ 195,1 milhões.

O faturamento ultrapassou R$ 1 bilhão e a cooperativa terminou o ano com resultado positivo. Mas os números mostram que o crescimento veio acompanhado de forte expansão da dívida bancária e maior dependência de recursos de terceiros.

O balanço foi auditado e aprovado sem ressalvas. Ainda assim, diante das movimentações operacionais que surgiram em 2026, a pergunta passa a ser outra:

até que ponto o atual processo de reorganização da Complem está ligado à necessidade de reduzir um endividamento que já alcançava R$ 290 milhões no fim de 2025?


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