segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Exclusivo: A Verdadeira História Por Trás da Tragédia de Itumbiara

A tragédia que chocou Itumbiara continua revelando camadas que não apareceram na narrativa inicial

Segundo novas informações obtidas pela reportagem junto a pessoas próximas ao núcleo familiar, o casal não estava formalmente separado no momento dos fatos. Permaneciam na mesma residência, ainda casados, mas vivendo uma crise profunda e prolongada

Relatos indicam que Sarah já havia descoberto traições anteriores atribuídas a Thales. Apesar disso, o casamento não foi encerrado oficialmente. A relação, segundo fontes, vinha se deteriorando há meses.

Outro ponto que emerge agora é que, segundo essas mesmas fontes, Sarah manteria um relacionamento extraconjugal com Jonathan há aproximadamente um ano. Essa informação ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.

Na noite do ocorrido, conforme reconstrução baseada em relatos, Thales estava em contato direto com detetive e acompanhava as filmagens em tempo real.  Por volta das 22:30hs ele teria ligado para Sarah perguntando onde ela estava. Ela teria informado que estava em um hotel. Ele não revelou que tinha os vídeos. Simplesmente desligou o telefone. 

Ele saiu de casa, comprou gasolina, voltou, matou os dois filhos com tiros na cabeça, espalhou gasolina pela casa, Na sequência, segundo a versão apresentada à reportagem, ele teria enviado as filmagens obtidas por detetive a uma prima de Sarah, afirmando que já teria matado os dois filhos e que iria se matar.

A prima teria entrado imediatamente em contato com Sarah, alertando que ele poderia “fazer besteira”.

Desesperada, Sarah teria ligado cinco vezes para o pai dela, prefeito Dione Araújo,  que não atendeu naquele momento. Diante da ausência de resposta, ela teria acionado uma pessoa de seu círculo de relacionamento ligada à área de segurança.

Essa pessoa teria ido até a residência do pai dela. Ambos então se deslocaram até o imóvel onde os fatos já haviam ocorrido.

Essa nova sequência, se confirmada por registros telefônicos e perícia técnica, altera o entendimento sobre o tempo entre ameaça e execução, além de indicar possível premeditação.

A investigação precisará esclarecer:

  • horários exatos das ligações;
  • envio das imagens;
  • momento preciso dos disparos;
  • eventual tentativa de incêndio;
  • e a linha cronológica entre ameaça e consumação.

É fundamental destacar que a reportagem trabalha com relatos atribuídos a fontes próximas, sob compromisso de confidencialidade. A confirmação oficial depende de laudos periciais, análise de aparelhos celulares e registros de chamadas.

O que permanece inalterado é o fato central: duas crianças morreram.


Se essa sequência for confirmada pela perícia, a tese de “surto momentâneo” perde força.

Espalhar combustível não é impulso.

Ameaçar antes não é impulso.

Executar com disparos direcionados na cabeça não é impulso.

Acender vela após espalhar gasolina não é impulso.

Isso sugere planejamento.

E planejamento muda completamente o enquadramento moral da história.

Traição não é crime. Desde 2005, adultério deixou de ser tipo penal. Pode ser erro moral. Pode ser dor afetiva. Mas não autoriza ninguém a tirar vidas.

Homicídio é crime.

Homicídio de menores é qualificadora.

Homicídio com impossibilidade de defesa é agravante.

Tentativa de incêndio também é crime.

O ordenamento jurídico brasileiro é claro.

A tragédia não pode ser instrumentalizada nem para proteger imagem política, nem para transformar erro conjugal em justificativa emocional para assassinato.

Se havia cálculo eleitoral para manter casamento de fachada, isso é decisão política.

Se havia ruptura afetiva, isso é decisão pessoal.

Mas a execução de duas crianças é decisão criminosa.

O debate agora precisa sair do sensacionalismo e entrar na responsabilidade.

Há perguntas que só a perícia pode confirmar.

Há registros telefônicos?

Há vestígios claros de combustível?

Há confirmação técnica da sequência dos disparos?

Há comprovação formal do material produzido pelo detetive?

Enquanto essas respostas não vierem oficialmente, a reconstrução permanece baseada em fontes.

Mas uma coisa é objetiva e independe de versão: duas crianças morreram.

E quando crianças são mortas para atingir simbolicamente o outro cônjuge, não estamos falando de “crime passional”. Estamos falando de controle, punição e destruição deliberada.

A política pode ter sido pano de fundo.

A ruptura conjugal pode ter sido o estopim.

Mas o ato final foi escolha.

Ele teve tempo.

Teve consciência.

Teve decisão.

Espalhar gasolina é escolha.

Apontar arma para a cabeça de uma criança é escolha.

Apertar o gatilho é escolha.

Não foi um segundo de loucura.

Foi uma sequência de decisões.

Ele poderia ter ido embora.

Poderia ter se separado.

Poderia ter enfrentado a exposição.

Poderia ter perdido a eleição.

Poderia ter perdido o orgulho

Quando um pai olha para os filhos e decide que eles morrerão para castigar a mãe deles, passa a ser a forma mais brutal de crueldade possível.

Duas crianças não morreram por traição. duas crianças pagaram com a vida porque o próprio pai  não suportou perder o controle da própria narrativa. Ele decidiu que se não pudesse ter uma mulher, ninguém teria direito a ter mais nada. 



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