quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

DINHEIRO NÃO TEM DIGITAL — MAS DEIXA RASTRO

RELATOS APONTAM POSSÍVEL MECANISMO PARALELO ENVOLVENDO CONTRATOS ESTADUAIS EM GOIÁS

Nos corredores do poder, o comentário já não é sussurro — é alerta.

Documentos e informações preliminares recebidos por esta coluna indicam a possível existência de um mecanismo informal de centralização financeira envolvendo empresas que mantêm contratos com o Governo de Goiás, por meio da Goinfra.

Segundo relatos obtidos sob reserva, construtoras que atuam em obras públicas estariam realizando repasses mensais a uma empresa do setor que funcionaria como ponto de convergência desses valores. As cifras mencionadas, caso confirmadas, alcançariam patamar expressivo.

É preciso ser técnico: até o momento, não há decisão judicial nem conclusão oficial de órgão de controle que confirme irregularidade. O que existe são indícios, documentos preliminares e convergência de relatos que levantam questionamentos graves.

O elemento mais sensível da apuração não é apenas a eventual centralização de recursos privados entre empresas contratadas pelo Estado. O ponto que exige esclarecimento institucional é a suposta destinação desses valores.

Fontes ouvidas afirmam que parte desses recursos poderia estar sendo utilizada para financiar serviços de comunicação e produção de conteúdo de natureza favorável à gestão pública, fora dos canais formais de contratação institucional.

Se confirmado, o cenário levantaria discussões sérias sobre:

– transparência administrativa

– eventual desvio de finalidade

– compatibilidade com os princípios constitucionais da legalidade e moralidade (art. 37 da CF)

– e possível contorno aos mecanismos oficiais de contratação de publicidade

Importante frisar: não se questiona aqui o exercício legítimo da comunicação institucional nem a liberdade de imprensa. O que se questiona é a eventual existência de um fluxo financeiro paralelo sem transparência pública.

Diante da gravidade das informações, esta coluna encaminhará pedidos formais de esclarecimento:

– à Goinfra

– às empresas mencionadas nos documentos recebidos

– e aos órgãos de controle competentes


Caso as informações não correspondam à realidade, o espaço permanece aberto para manifestação oficial.


Em um Estado Democrático de Direito, quem age dentro da legalidade não teme luz.

O que fragiliza instituições não é a investigação — é a opacidade.


Se houver equívoco, que se esclareça.

Se houver irregularidade, que se apure.


O silêncio, neste caso, apenas amplia as pergunta.


Nenhum comentário:

Postar um comentário