Tudo começou na pequena cidade de São Simão, onde esses envolvidos são suspeitos de direcionar um contrato milionário, sem concorrência pública, para a compra de um produto destinado ao combate ao mosquito Aedes aegypti. O valor do contrato? Nada menos que R$ 3.588.480,00.
O contrato foi assinado sem a realização de licitação, sob a justificativa de que a empresa Estação da Limpeza era a única capaz de fornecer o produto "Aedes do Bem". No entanto, a rapidez e a falta de transparência no processo levantaram suspeitas de que tudo foi orquestrado para favorecer essa empresa específica. Além disso, o envolvimento do deputado federal Glaustin da Fokus, que liberou recursos via emenda PIX para esse contrato, só aumentou as dúvidas sobre a legalidade dessa transação.
Logo após o caso de São Simão, um novo escândalo com os mesmos envolvidos surgiu em Aparecida de Goiânia. Desta vez, o valor do contrato foi ainda mais surpreendente: quase 18 milhões de reais (R$ 17.997.840,00) para a compra do mesmo produto. Assim como em São Simão, a empresa beneficiada foi a Estação da Limpeza, e o contrato foi firmado sem licitação.
Diante dessas suspeitas, o Ministério Público de Goiás (MPGO) não perdeu tempo e já propôs uma ação civil pública para anular o contrato em Aparecida de Goiânia. A promotora responsável pelo caso, Suelena Caetano Fernandes Jayme, recomendou a suspensão imediata do contrato, citando possíveis irregularidades como superfaturamento e a falta de justificativas adequadas para a escolha da empresa. Segundo o MPGO, o processo administrativo que resultou na contratação está repleto de falhas, e há fortes indícios de que o esquema em Aparecida de Goiânia foi uma repetição do que aconteceu em São Simão.
Curiosamente, o contrato em Aparecida de Goiânia foi firmado antes do de São Simão, mas o padrão de operações é idêntico, sugerindo uma estratégia bem ensaiada para desviar recursos públicos em diferentes municípios. Em ambos os casos, os mesmos envolvidos foram os grandes beneficiários, levantando questionamentos sobre o verdadeiro objetivo dessas contratações.
Se a estratégia era fazer o bem, ao menos o "Aedes" foi direto ao ponto. Pena que os mosquitos, nesse caso, são outros, e os focos, pelo visto, não são só de dengue.
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