Ministério Agricultura

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Entenda Detalhadamente a Conversa de Joesley e Temer

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nesta quinta-feira (18) as gravações feitas pelo empresário Joesley Batista, da JBS, em uma conversa com Michel Temer. O diálogo, de cerca de 30 minutos, aconteceu no último dia 7 de março, durante um encontro entre Joesley e o presidente no Palácio do Jaburu, onde Temer mora.
A conversa passou por diversos pontos que merecem atenção, além da mais conhecida menção ao ex-deputado Eduardo Cunha. Confira, a seguir, cinco pontos essenciais para entender o diálogo entre Joesley Batista e Michel Temer:

1 – Segurando as pontas com Eduardo Cunha

“O Eduardo resolveu me fustigar”, queixou-se o presidente Michel Temer ao empresário Joesley Batista na gravação.
A reclamação do presidente era dirigida ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), preso desde outubro de 2016, já condenado pelo juiz Sérgio Moro a 15 anos e quatro meses de cadeia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Ele que puxou o assunto Eduardo Cunha, com a fala “Eu não sei como é que tá essa relação…”. Temer lembrou que a defesa do ex-deputado o arrolou como testemunha.
“O Eduardo resolveu me fustigar… O Moro indeferiu 21 perguntas dele que não tem nada a ver com a defesa dele, pra me entrutar, eu não fiz nada… Fatalidade… Ele tá aí, rapaz.”
Pouco depois, no meio da conversa gravada no Palácio do Jaburu, o presidente Michel Temer aconselhou Joesley Batista, do Grupo JBS: “Tem que manter isso, viu?”, em resposta a um relato sobre o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso desde outubro na Operação Lava Jato.
“O que mais ou menos eu dei conta de fazer até agora, tô de bem com o Eduardo. Eu tô segurando as pontas com ele”, disse Joesley.

2 – Pressão em Henrique Meirelles para mudar cargos

Joesley Batista pressionou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para conseguir cargos e mudanças em vários órgãos do governo, incluindo Receita Federal, Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e ainda criticou a atuação da presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos.
Batista disse que “andou falando” com Meirelles “alguns assuntos”. Ele disse que pediu a Meirelles para mudar o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. “Põe um cara mais dinâmico.”
Segundo o áudio, Meirelles respondeu que não poderia fazer a mudança. Batista também falou que conversou com Meirelles sobre mudar o presidente do Cade, colocar alguém “ponta firme”. Temer respondeu que já foi feita a mudança.
“Agora está para trocar o presidente da CVM e é outro lugar fundamental”, disse Joesley a Temer.

3 – O juiz e o procurador de R$ 50 mil

Batista revelou ao presidente Michel Temer que estava “comprando” um procurador da República por R$ 50 mil mensais. Em troca, o procurador infiltrado teria passado informações sigilosas sobre investigação da qual Joesley é alvo.
O procurador da República Ângelo Goulart Villela foi preso nesta quinta-feira sob suspeita de vazar investigações para a JBS. Ele era membro da força-tarefa da Operação Greenfield, que investiga rombo bilionário nos maiores fundos de pensão do país.
Joesley começa: “Aqui eu dei conta de um lado do juiz, dá uma segurada, do outro lado do juiz substituto, que é um cara que…”
“Tá segurando os dois?”, perguntou Temer.
“Segurando os dois”, respondeu o empresário.
“Ótimo, ótimo”, respondeu o presidente.
Joesley confidencia. “Eu consegui o tal do (…) dentro da força-tarefa que tá, também tá me dando informação e eu lá que eu tô para dar conta de trocar o procurador que está atrás de mim. Se eu der conta, tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é que dá uma esfriada até o outro chegar e tal. O lado ruim é que se vem um cara com raiva, com não sei o que…”

4 – “Se não tenho apoio do Congresso, tô ferrado”

No diálogo, Temer fez uma ampla defesa dos seus dez primeiros meses de mandato, criticou a oposição e disse acreditar no sucesso com as reformas defendidas pelo governo.
Mas admitiu, no entanto, ser imprescindível o apoio do Congresso. “Se não tenho apoio do Congresso, tô ferrado”, disse Temer a Joesley Batista, sem saber que estava sendo gravado, no início do áudio.
“Primeiro que você sabe que eu tô fazendo dez meses. Parece que foi ontem, né? Parece que foi ontem e parece uma eternidade, as duas coisas. Segundo que tem uma oposição muito rasa, uma oposição horrível. No começo, eles lançaram: ‘Golpe, golpe, golpe’. Não passou. Aí ‘a economia não vai dar certo’. Começou a dar certo. Então, os caras estão num desespero. Tem que ter apoio no Congresso. Se não tenho apoio do congresso, tô ferrado.”

5 – “Tamo junto”

“Tamo junto aí, o que o sr. precisar de mim, viu, me fala”, disse Joesley Batista, do Grupo JBS, ao presidente Michel Temer,  na noite de 7 de março, no Palácio do Jaburu. 
Aproveite e ouça o áudio na íntegra:
Arquivado em:BRASIL

'Ótimo', diz Temer ao ouvir estratégia de Joesley para segurar investigações da Lava Jato

Passava pouco das 22h30 quando o empresário Joesley Batista chegou ao Palácio do Jaburu, a residência oficial de Michel Temer. Era 7 de março deste ano. Ao passar pela guarita de segurança, o sócio do grupo JBS ouvia notícias no rádio do carro. O gravador, escondido no bolso, já estava ligado e registrava tudo. O empresário não foi importunado pela segurança e nem precisou se identificar, como de praxe – o staff presidencial, aparentemente, já estava avisado do encontro reservado.

Em poucos minutos, Joesley estava diante de Temer. A gravação foi divulgada nesta quinta-feira pelo Supremo Tribunal Federal após o ministro Edson Fachin suspender o sigilo do caso revela um diálogo aberto entre o presidente e o empresário. Os dois conversam francamente sobre assuntos espinhosos. Temer ouve Joesley falar com tranquilidade sobre o que estava fazendo para se livrar de investigações de que é alvo – em mais de uma vez, o presidente chega a aprovar as medidas – e é informado das iniciativas para calar o ex-deputado Eduardo Cunha e o operador de mercado Lúcio Funaro, que, presos, ameaçavam fazer um acordo de delação premiada com a Lava Jato capaz de comprometer muita gente, inclusive o próprio Temer e outros integrantes da cúpula do PMDB.

Após começarem a conversa tratando das medidas econômicas adotadas por Michel Temer desde que assumiu o Planalto, Joesley indaga o presidente sobre como estava a relação dele com Eduardo Cunha. “Queria saber como está…”, diz. Temer se queixa da postura do ex-deputado, que já havia dado sinais públicos de que guarda segredos capazes de comprometer Temer. “Eduardo tentou me fustigar”, diz o presidente. Joesley, então, dá um panorama do que estava fazendo em favor de Cunha – em outras palavras, dos acertos que fizera para garantir o silêncio do ex-deputado. Ele diz que “zerou” as pendências que tinha com Cunha.

“Dentro do possível, eu fiz o que deu. Zerei tudo”, diz Joesley. Ele cita também o “amigo” de Cunha, referência a Lúcio Funaro, parceiro de negócios do ex-deputado preso em Brasília desde o ano passado. O empresário arremata em seguida: “Tô de bem com Eduardo”. É quando Temer assente com uma frase que, na avaliação dos investigadores da Lava Jato, seria um sinal de aprovação aos pagamentos feitos em troca do silêncio de Cunha: “Tem que manter isso, viu?”.

Em seguida, Joesley Batista atualiza Temer sobre a situação das investigações em que ele e o grupo do qual é dono são alvos – entre elas, um processo em curso na Justiça Federal de Brasília para investigar pagamentos de propina a dirigentes de fundos de pensão de empresas estatais. É quando o empresário relata ao presidente, com a frieza de quem conversa sobre um tema comezinho numa mesa de bar, que estava cuidando de “segurar” os dois juízes que atuam no caso. “Está segurando os dois?”, pergunta Temer. “Tô segurando os dois”, responde Joesley, no que Temer responde: “Ótimo, ótimo”.
Joesley conta também ao presidente que havia cooptado um procurador da República, que lhe repassava informações privilegiadas da investigação – ele se referia ao procurador da República Angelo Goulart, preso nesta quinta-feira por ordem do ministro Edson Fachin. O empresário diz ainda que estava tentando trocar um outro procurador, encarregado de investigá-lo. “Consegui um procurador dentro da força-tarefa que também está me dando informação. E tô para dar conta de trocar o procurador que está atrás de mim. Se eu der conta, tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é que dá uma esfriada (no caso) até o outro chegar. E tem o lado ruim que, se vier um cara com raiva, não sei o quê…”.

Mais adiante, o empresário detalha ao presidente que estava pagando 50 mil reais mensalmente ao procurador que topara repassar informações sobre o andamento do processo. “Tô fazendo um, 50 mil por mês, dando pro rapaz e tal, e ele me dá informação”, diz.

Bomba: Dono da JBS Joesley Batista Delatou Lula e Dilma

Os analistas erraram, a delação do fim do mundo não foi de Marcelo Odebrecht. A delação do fim do mundo é de Joesley Batista, um dos donos da JBS. O jornal folha de São Paulo divulgou que nesta sexta-feira serão revelados novos detalhes da delação de Joesley Batista que que "atingem mortalmente" Lula, Dilma Rousseff, Renan Calheiros e José Serra.

"O resultado é considerado devastador e arrasta para o fundo do poço não apenas o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves, mas o próprio mundo político."
Quem teve acesso as delações informam que os irmão Batista estão a meses gravando seus interlocutores e pautado as ações da Polícia Federal, produzindo provas contundentes.

Joesley Comprova Pagamento de Propina a Temer

Joesley e Temer se reuniram mais de 20 vezes e falavam por celular. 

O dono da JBS relata pagamento de propina a Temer em 2010 (R$ 3 milhões), 2012 (R$ 3 milhões) e 2016 (R$ 300 mil). Ele comenta os detalhes do encontro com Temer no Jaburu e de duas reuniões com Rocha Loures, com quem acertou pagar mais R$ 50 milhões a Temer a longo prazo.

JBS Delata o Chefe: R$ 300 Milhões em Propina Para Lula e Dilma Em Conta Secreta na Suíça

Dinheiro era gerado por vantagens ilegais obtidas pela JBS no BNDES, durante as administrações de Lula e Dilma; recursos serviram para bancar despesas do ex-presidente e pagar laranjas indicados pelo partido


A JBS depositou cerca de R$ 300 milhões em propina devida ao PT numa conta secreta controlada por Joesley Batista na Suíça, cuja empresa de fachada, titular oficial da conta, era sediada no Panamá. O saldo dessa conta de propina era gerado aos poucos, em razão de vantagens ilegais obtidas pela JBS junto ao BNDES, sempre na gestão do PT – especialmente nos anos em que Luciano Coutinho presidia o banco. Era uma conta-corrente de propina dividida, nas planilhas da JBS, entre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. As informações foram encaminhadas por Joesley à Procuradoria-Geral da República.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

O Que A Delação do Dono da JBS Joesley Batista Tem a Ver Com Lula e Henrique Meirelles?

Henrique Meirelles foi eleito deputado federal por Goiás pelo PSDB, renunciou ao mandato para assumir a presidência do Banco Central a convite do então presidente Lula. 

Com Henrique Meirelles na presidência do banco Central e com financiamento do BNDES durante o governo Lula a JBS se transformou na maior processadora de carne animal do mundo com operações nos cinco continentes.Em 2005 o BNDES aprovou empréstimo de R$ 287 milhões para a JBS comprar as operações da Swift na Argentina. Em 2007 a JBS vendeu ações em oferta pública e um braço de investimento do BNDES aprovou uma participação de R$ 1,1 bilhão para ajudar a adquirir a Swift na época a terceira maior empresa de carne bovina e suína do EUA. Nasceu ai uma multinacional brasileira com dinheiro do BNDES.

Mais aquisições foram feitas, entre elas a da Pilgrim"s com sede em Pittsburgh, EUA, a da canadense XL Foods e de quatro processadora de carnes brasileiras. A JBS adquiriu a empresa de lácteo Vigor em 2009 como parte da aquisição do grupo Bertim SA. O BNDES converteu R$ 3 bilhões de títulos locais da JBS em ações em 2011. O BNDES aprovou R$ 6 bilhões em ações e R$ 2,4 bilhões de empréstimo para a JBS em uma década.

A JBS foi a maior financiadora da campanha de Dilma e Aécio Neves e financiou 1/3 dos parlamentares do congresso nacional. Distribuiu um total de R$ 387 milhões em doações eleitorais nas eleições de 2014.

Quando Lula deixou de ser presidente, Henrique Meirelles saiu do banco Central cumpriu um ano de quarentena e em 2012 Joesley Batista, presidente do conselho de administração da JBS, maior empresa de carnes do mundo, convidou o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles para juntar-se a ele. O mais longevo presidente do BC comandaria o conselho consultivo da J&F, holding que, além da JBS, controla outras seis empresas do grupo, com uma receita total estimada em 65 bilhões de reais. “O Meirelles não vai ser apenas um consultor. Vai cobrar resultados dos executivos e traçar estratégias para a expansão do negócio”. “Agora é com ele.” Disse Joesley Batista na época. Segundo executivos que acompanharam o processo, o contrato de Henrique Meirelles com a J&F controladora da JBS previa uma remuneração anual de até 40 milhões de reais.


Um braço de investimento em participações do BNDES, tornou-se no maior acionista individual da JBS com 30,4% das ações. 


Henrique Meirelles foi diversas vezes indicado por Lula para assumir o Ministério da Fazenda no governo Dilma, mas foi sempre rejeitado pelo núcleo duro do PT que preferia Mercadante.

Agora na eminência da decretação da prisão do ex-presidente Lula, o dono da JBS decide por conta própria realizar gravações e fazer delação contra Eduardo Cunha, Aécio Neves e Michel Temer, coincidentemente os maiores inimigos de Lula. No entanto não existe qualquer menção na delação dos donos da JBS em relação ao ex-presidente Lula. Entendeu ou precisa desenhar?

Lava Jato Chega no Judiciário e Procurador é Preso Pela Polícia Federal

A Polícia Federal está cumprindo ordem de prisão, em Brasília, contra o procurador da República Ângelo Goulart Villela. Nesses três anos de Lava-Jato, os procuradores já foram acusados de muita coisa por seus adversários— mas jamais alguém havia botado em dúvida a honestidade de um deles. Com a delação da JBS, isso ficou para trás. Ângelo Goulart Villela foi acusado pelos delatores de ter recebido para repassar informações. Villela, integrante da força-tarefa da Operação Greenfield, está lotado na PGR, o que tornava mais caro seu passe para a organização criminosa.


Os delatores mostraram à PGR, por exemplo, documentos sigilosos repassados por Villela. Em conversas com Joesley, Villela que gabava-se de ter pleno acesso às informações da Greenfield e da Lava-Jato, conforme consta dos depoimentos.

As investigações mostraram que o procurador foi cooptado por uma figura que transita com desenvoltura entre magistrados da Capital Federal. Trata-se do advogado brasiliense Willer Tomaz. Nesta parte foi o diretor jurídico (e delator) da empresa, Francisco Assis e Silva, quem conduziu as tratativas.

Delator de mil e uma habilidades, Joesley não apenas gravou, mas neste caso também exibiu seus dotes como fotógrafo. Foi o que fez com Villela. O dono da JBS o clicou num jantar na casa de Willer, no dia 3 de maio. Neste encontro, segundo Joesley, Villela repassou informações para ele.




"No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários", diz o texto.

STF Afasta Aécio Neves do Mandato de Senador

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), mandou afastar o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), do mandato de senador. Endereços ligados ao parlamentar tucano também são alvo de mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (18) no Rio de Janeiro e em Brasília. 


Reportagem publicada nesta quarta (17) no site do jornal "O Globo" revelou que o dono do frigorífico JBS Joesley Batista entregou à Procuradoria Geral da República (PGR) uma gravação na qual Aécio pede ao empresário R$ 2 milhões. 


No áudio gravado por Joesley, com duração de cerca de 30 minutos, o presidente nacional do PSDB justifica o pedido dizendo que precisava da quantia para pagar sua defesa na Lava Jato. O senador tucano é alvo de seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados à Lava Jato.

MPF Pede ao STF Prisão do Senador Aécio Neves

O MPF enviou ao STF um pedido de afastamento do cargo e um pedido de prisão do Senador Aécio Neves. O pedido já está nas mãos do ministro relator da lava-jato Edson Fachin que vai submeter o peido  ao plenário do STF.

Decretada Prisão de Andrea Neves, Irmã do senador Aécio Neves

Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves teve prisão decretada após a delação homologada do dono da JBS Joesley Batista. Com o mandado de prisão na mão agentes da polícia federal descobriram que ela está fora do país, em Londres. A PF vai acionar a Interpol para prender Andrea Neves, irmã de Aécio.