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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Estelionatário é preso por pagar cartão de crédito com ajuda de hacker

Dupla levava vida de luxo e até o momento a polícia descobriu nove vítimas em três estados brasileiros. De acordo com as investigações, eles teriam causado prejuízo de, pelo menos, R$ 95 mil, ao usar contas correntes de terceiros para realizar o pagamento das faturas

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), apresentou nesta terça-feira (18/04), Michel Lino, de 25 anos, conhecido promotor de eventos de Goiânia, preso como suspeito de crime de fraude. De acordo com as investigações, ele teria causado prejuízo de, pelo menos, R$ 95 mil, ao usar contas correntes de terceiros para realizar o pagamento de faturas de cartões de crédito.


O promotor de eventos, que foi preso em um pesque-pague da Capital na manhã de sábado (15/04), não possui antecedentes criminais e será indiciado por furto qualificado. Segundo informações da PCGO, para realizar a fraude, ele teria a ajuda de um hacker, conhecido apenas como Junior, e que supostamente reside no Estado do Pará. A polícia investiga a identidade e a localização deste outro suspeito.


Dados da polícia apontam que a dupla fez nove vítimas nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo, Distrito Federal e Paraíba. De acordo com a delegada responsável pelo caso, Mayana Rezende, as investigações tiveram início após as vítimas procurarem as instituições financeiras denunciando débitos em suas contas, realizados sem autorização.


Ainda segundo a delegada, Michel utilizava o próprio cartão de crédito e realizava o pagamento das faturas de forma antecipada para aumentar o limite de compras do cartão. Segundo as investigações, ele chegou a comprar um carro no cartão de crédito, no valor de R$ 25 mil, usando o dinheiro das vítimas.


“Uma das faturas chegou ao valor de R$ 118 mil. Ele fechava faturas parciais e passava para o comparsa, que invadia as contas das vítimas e realizava o pagamento dos boletos”, relatou a delegada, ao enfatizar que a pena para furto qualificado varia de dois a oito anos de prisão.


Mayana Rezende afirma, ainda, que os jovens levavam uma vida de luxo, e o hacker agia em troca de sustento por parte do promotor de eventos. “Eles chegaram a passar as festas de fim de ano na praia de Jurerê Internacional, em Santa Catarina, frequentada somente por pessoas de alto poder aquisitivo”, finalizou a delegada.

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